Entre os dias 13 e 16 de agosto de 2025, o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e o SINTTEL RN realizaram fiscalização conjunta em diversos centros de atendimento em operação no Rio Grande do Norte, tais como: AeC, Alares, Atento, Contact Center Riachuelo e Teleperformance.
Exceto a Brisanet, que arbitrariamente não permitiu a fiscalização, todos os demais receberam os representantes do CNDH e do SINTTEL.
Essa missão do Conselho está sendo realizada em 3 etapas: a primeira etapa foi realizada em São Paulo, a segunda no Rio Grande do Norte e a etapa final ocorrerá no Rio de Janeiro.
O objetivo principal é aferir as condições de trabalho, remuneração, jornadas, rotatividade, formação, saúde e segurança dos teleoperadores que, muitas vezes, enfrentam desafios significativos no ambiente de trabalho.
Segundo a presidente do Sinttel, Iara Martins, que acompanhou toda a fiscalização no RN, “a presença do Conselho Nacional dos Direitos Humanos nos call centers do RN foi muito importante, pois ratificou a ação sindical em prol da valorização dos teleoperadores, cuja data base (1º de janeiro) começará dentro em breve, quando se discutirá a remuneração, jornadas e condições de trabalho”
Quando concluído, o relatório da missão poderá subsidiar um Projeto de Lei para regulamentar a profissão de teleoperador no Brasil, sugerir ações de governo e das empresas, como também reativar as mesas tripartites em atualização às Normas regulamentadoras, frente ao avanço tecnológico desse setor.
A parceria entre o CNDH e o SINTTEL/RN foi essencial para garantir uma abordagem abrangente e individualizada com os teleoperadores, supervisores e coordenadores, que relataram as suas experiências, queixas, anseios e sugestões para tornar o trabalho de teleatendimento mais humano, saudável e livre de abusos.
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