Na última quarta, dia 08/04, a Comissão da Fenattel para negociações com a Claro reuniu-se virtualmente com representantes da empresa para realizar a primeira reunião trimestral de 2026, conforme previsão em Acordo Coletivo. Nesta oportunidade, tratamos de temas diversos relacionados às rotinas de trabalho na empresa e questões que afetam os direitos e interesses dos trabalhadores.
Entre os vários assuntos debatidos, destacamos os seguintes:
⇒ Convênio médico: os dirigentes sindicais relataram problemas nos procedimentos para reembolso, redução da base de credenciados, longa espera para agendamento de consultas e custo elevado da coparticipação, resultando em descontos que chegam a 30% do salário.
Os representantes da empresa destacam que o mercado de assistência médica em geral no país enfrenta problemas na manutenção de profissionais credenciados, mas que a Claro busca atuar para minimizar esses problemas sempre que acionada. O custo do plano ofertado decorre diretamente do grau de utilização, em razão da parcela de coparticipação. A empresa assegura que, quando do desconto, o limite da margem consignável (30%) é sempre respeitado, de modo que o valor excedente é descontado no(s) mês(es) subsequente(s). Os trabalhadores da empresa dispõe de aplicativo específico para gerenciamento do plano de saúde, onde é possível requerer o reembolso de despesas médicas.
⇒ Aparelhos celulares: os sindicatos relatam a permanência de trabalhadores utilizando seus aparelhos pessoais para atividades da empresa por ser limitada a quantidade de trabalhadores que dispõe do aparelho fornecido pela companhia.
A empresa destacou a elevação do percentual de desconto para 50% no “Combo Colaboradores” ocorrida por ocasião da campanha salarial de 2025. A empresa mantem o entendimento de que o aparelho celular é fornecido para aqueles trabalhadores que utilizam o aparelho como ferramenta de trabalho e para os demais trabalhadores a empresa mantem a venda à preço de custo.
⇒ Plano de carreira e recrutamento interno: os sindicatos relatam a pouca possibilidade de crescimento profissional, a pouca oferta de promoções sem mudança de localidade, a falta de transparência e clareza no processo de recrutamento interno, com ausência de feedbacks sobre as etapas e resultado.
A empresa afirmou entender a carreira como responsabilidade do trabalhador, devendo a empresa gerar oportunidades de crescimento e desenvolvimento. A empresa informou que prioriza a movimentação interna, que pratica o modelo de carreira em “Y” e que divulga semanalmente todas as vagas disponíveis no grupo em um portal especifico para recrutamento interno (“Carreira Claro”), inclusive com os critérios para candidatura. A empresa assegura que fornece retorno específico para os interessados durante todo o processo.
⇒ Terceirização e precarização: os sindicatos reiteram a prática da empresa de terceirizar suas atividades contratando empresas prestadoras de serviço que descumprem os instrumentos coletivos firmados pelos sindicatos de telecomunicações, normalmente praticando valores de salários e benefícios inferiores.
A empresa ressaltou que tem buscado contratar empresas mais sólidas e robustas, reduzindo a quantidade de demandas judiciais por descumprimentos da legislação. A Claro, ao contratar um prestador, exige a apresentação do instrumento coletivo observado pela contratada, sem interferir ou direcionar a representação sindical
⇒ PPR 2026: os sindicatos reivindicaram o início das negociações para definição dos indicadores e metas para 2026, demandando desde já a construção de um modelo unificado, sem diferenciações por unidade de negócio e regionais e com modificação nos critérios de elegibilidade.
A empresa se comprometeu a iniciar a negociação no próximo mês de maio e reiterou que o modelo praticado pela Claro é diferenciado no mercado, destacando o target de 3,6 salários e que na mais recente pesquisa de clima realizada na empresa o programa recebeu 95% de aprovação.
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