Em assembleia realizada no último dia 10 de março, com votação através de plataforma eletrônica, a maioria dos trabalhadores da Brisanet no Rio Grande do Norte decidiram aprovar a proposta final da empresa, apresentada na segunda reunião de mediação realizada no Ministério do Trabalho e Emprego.
Foram longos meses de intransigência da Brisanet e resistência do SinttelRN e dos trabalhadores, que buscaram incansavelmente melhorias nas condições de reajuste de salários e benefícios oferecidas pela empresa. Realizada a assembleia e aprovada a proposta, a direção do Sinttel/RN respeitará a decisão soberana da categoria e assinará o novo instrumento coletivo de trabalho para 2024/2025.
Desde já, entretanto, lembramos a todos as próximas lutas: negociação do modelo de PPR para 2025, negociação do novo acordo coletivo de trabalho com vigência a partir de setembro de 2025 e, mais urgentemente, discutir com a empresa o sem número de problemas operacionais apontados pelos trabalhadores.
PROBLEMAS E PRESSÃO NA BRISANET TEM DE SOBRA. FALTA GESTÃO E SOLUÇÃO
Há meses o Sinttel do RN e do CE reiteram à Brisanet discutir e solucionar os problemas que afligem os trabalhadores no dia-a-dia. Cadê os gestores – os tais cargos de confiança – da Brisanet, que deveriam resolver os problemas? Com certeza estão ocupados demais em pressionar os trabalhadores por metas inatingíveis.
Enquanto isso, os problemas só se agravam. Até quando os gestores da Brisanet farão “ouvido de mercador” aos apelos dos trabalhadores e dos Sindicatos? É urgente a Brisanet discutir e sanar problemas que já foram muitas vezes apontados pelos Sintteis. Confira a lista a seguir:
>> Impactos nos resultados nas instalações realizadas pelo fato de serem mantidas as mesmas metas de qualidade dos serviços como se duplados estivessem os trabalhadores.
>> Denúncias de assédio moral praticado pelos gestores das áreas de instalação e manutenção.
>> Prejuízo nas metas dos trabalhadores de instalação em razão da mudança da meta individual para meta coletiva (equipe – meta cidade).
>> Novo modelo de premiação implantado com o índice de recorrência torna as metas inalcançáveis para os instaladores e reparadores.
>> Os trabalhadores são obrigados a vender suas folgas para conseguir atingir as metas, devido ao novo modelo de premiação e, caso não consigam, são demitidos.
>> Problemas no aplicativo de segurança SOS, pois quando acionado em atividades de risco o sistema apresenta falhas e lentidão no atendimento de urgência.
>> Metragem para as instalações, que antes era de 400 metros por instalação, passou a ser de 600 metros, aumentando o distanciamento e gerando mais dificuldade para o alcance das metas exigidas.
>> Os trabalhadores PAP (porta à porta) questionam a maneira como são acionados para utilizar o banco de horas, uma vez que a empresa não comunica com antecedência, obrigando-os a utilizarem da maneira que o gestor exige e define. Ou seja, é de forma unilateral, sem nenhum mecanismo de validação.
>> Viagens são comunicadas em cima da hora para os PAP’s, sem que eles possam se organizar previamente. Em sua maioria, são viagens de longas distâncias em estradas e locais perigosos, onde nem sempre é respeitado o intervalo de descanso interjornada.
>> Altíssimo risco de acidentes nas estradas e rodovias em condições precárias, cujo volante do veículo é assumido por trabalhadores que não tem experiência e nem são preparados para dirigir em estradas que levam a localidades distantes pelo interior do Estado. Ou seja, a empresa expõe esses profissionais ao risco, sem qualquer pagamento de adicional pela condução do veículo.
>> Esses mesmos “motoristas forçados” são, muitas vezes, vendedores PAP’s que, além de dirigir, exercem a atividade de vendas. Ou seja, dupla função escancarada.
>> O motorista/vendedor fica responsável pelo veículo, assumindo todo ônus, sem nenhuma contrapartida da empresa.
>> Alto índice de problemas e inoperância do sistema do 5G, prejudicando o atingimento das metas dos vendedores.
>> Falta de transparência e antecipação nas informações dos critérios para o atingimento das metas no início de cada mês. Assim, o trabalhador não sabe se atingiu e nem o quanto atingiu. Ou seja, os resultados ficam sob o total controle do setor de planejamento.
>> Transporte inadequado de materiais (ferramentas, fios, cabos, máquinas etc.), que são amontoados soltos dentro dos veículos, aumentando o risco de acidente e a insegurança dos trabalhadores.
>> A aferição/apontamento da remuneração variável fica ao bel prazer dos gestores. Além disso, o pagamento final das metas é dividido entre comissão e prêmio, o que reduz o ganho e burla os encargos sociais.
Companheiros, não se calem! Denunciem ao Sinttel abusos ou descaso da Brisanet. Você merece segurança e boas condições de trabalho!
Deixe uma resposta
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.