A data base das operadoras de telecomunicações, tais como Claro, Tim e Vivo, é 1º de setembro. Tem operadora que já concluiu o processo negocial, com proposta de reajuste salarial que repõem a inflação do período (5,05%). Outras devem apresentar suas propostas finais ainda essa semana. E tem a Claro que, na terceira rodada de negociação, ocorrida nesta quarta (15/10), continua oferecendo propostas ridículas, com valores totalmente desproporcionais à grandeza da companhia e à capacidade de seus trabalhadores.
Na visão dos dirigentes sindicais integrantes da Comissão de Negociações da Fenattel, a Claro continua com sua estratégia de negociação a conta-gotas. Confira a proposta REJEITADA pela Comissão da Fenattel:
• 2,5% de reajuste salarial em março/2026;
• Abono de R$ 800 (pago após aprovação nas assembleias);
• 2,8% de reajuste no VR/VA em fevereiro/2026;
• 2,8% de reajuste nos demais benefícios em fevereiro/2026.
Quanto ao PPR 2025, a empresa recuou em alguns pontos, pois já admitiu a antecipação em março/2026. Também seguirá os mesmos padrões redacionais do acordo anterior.
Ainda assim, os sindicatos deixaram claro a sua insatisfação com a divisão que a empresa faz com relação ao Programa, referente aos critérios de divisão por negócios e regionalidades, fragmentando um PPR que deveria ser linear e de valor único para todos os trabalhadores da Claro.
Os sindicatos também refutaram a proposta quanto à elegibilidade para o direito de pagamento aos trabalhadores que pedirem demissão. Tal determinação fere a súmula 451 do TST, que garante o pagamento de forma proporcional aos meses trabalhados, pois o ex-empregado efetivamente contribuiu para os resultados positivos da empresa.
No geral, o que foi apresentado pela empresa está muito distante das reivindicações contidas na pauta dos trabalhadores e foi prontamente recusada pelos sindicatos.
A Claro continua oferecendo migalhas aos trabalhadores. Não respeita a data-base da categoria, que é 1º de setembro, quando propõe pagar o reajuste só em março do ano que vem.
Além disso, oferece um abono bem abaixo do esperado, uma vez que este deve considerar os valores que estão envoltos nesta situação, como PPR e 13º terceiro. Segundo os representantes dos trabalhadores, o abono tem que ser bem maior e proporcional ao salário.
Como não houve consenso, uma nova reunião, desta vez presencial, ocorrerá em 29/10 para dar prosseguimento às tratativas.
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