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Bom para o mercado e ruim para os trabalhadores

A VIVO é a segunda operadora, depois da TIM, a dar início às negociações para renovação do acordo coletivo de trabalho para 2018/2019. Na primeira rodada de negociação, realizada em 14 de agosto, a VIVO não apresentou proposta para acordo, mas já deu a entender que, ao invés de negociar avanços, a empresa quer tratar de precarização.

Mal iniciado o jogo, a empresa já vem ameaçando modificar ou retirar uma série de direitos dos trabalhadores, se escorando no argumento de que as regras atualmente vigentes terminam em 31 de agosto, com ou sem novo acordo. A empresa, no caso, está usando o fato de que a reforma trabalhista acabou com a ultratividade dos instrumentos coletivos. Conforme essa regra, enquanto o Sindicato negociava com a empresa, todos os direitos do Acordo Coletivo de Trabalho anterior tinham validade. Agora, isso acabou! De acordo com a nova lei, os direitos do ACT atual estão garantidos somente até 31/08/2018.

A VIVO, fazendo uso do argumento acima, sinalizou que fará mudanças. Vejam parte do pacote de maldades:
• Aplicar reajuste somente em 2019
• Mexer no plano de saúde
• Alterar Banco de horas para seis meses
• Implantar jornada de trabalho 12×36
• Contratar trabalho por hora (intermitente)
• Acabar com os carros alugados
• Mudar forma de homologação
• Alterar as férias

A comissão de negociação dos sindicatos filiados à Fenattel rechaçou de pronto essas intenções! Reafirmamos que a Pauta de Reivindicação dos trabalhadores foi entregue com antecedência e serão aqueles os itens que deveremos discutir.

Os excelentes resultados da VIVO foram recentemente publicados pela Governança Corporativa da operadora. Cobramos da empresa uma proposta condizente com essa realidade e o merecimento dos trabalhadores. A próxima reunião está prevista para 13/09/18.

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