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No dia de ontem, segunda 26 de julho, ocorreu a segunda rodada de negociações entre o Sinttel/RN e o Sinstal/Feninfra para renovação da Convenção Coletiva dos trabalhadores em empresas provedoras de acesso à internet e prestadoras de serviços de telecomunicações, instalação, manutenção, sistemas, cessão de infraestrutura e capacidade para SCM, SVA, STFC, SEAC.

Nesta segunda rodada o Sinttel e os trabalhadores esperavam uma proposta que contemplasse minimamente os anseios da categoria quanto ao reajuste de salários e benefícios e quanto à inclusão de cláusulas e condições sociais reivindicadas para assegurar uma melhor proteção de direitos e conquistas, especialmente nesse momento de incertezas e profundas transformações no setor. A resposta das empresas, entretanto, foi um tremendo balde de água das mais geladas.

Argumentando a necessidade de preservação dos empregos, a alta inflação do período e a elevada inadimplência, as empresas ofereceram ZERO por cento de reajuste. Sim, é isso mesmo: as empresas querem que seus trabalhadores continuem recebendo exatamente os mesmos salários que recebem hoje, sem qualquer reajuste, nem mesmo a reposição da inflação do período de junho2020 a maio/2021. ISSO É INACEITÁVEL e os dirigentes do Sinttel presentes na reunião disseram isso mesmo: OS TRABALHADORES NÃO ACEITAM ZERO DE REAJUSTE!

É bem verdade que em meio a terrível crise econômica e sanitária que vivemos, manter uma fonte de renda é essencial. No Brasil o desemprego segue em alta e já atinge quase 15 milhões de brasileiros. Desde o início da pandemia mais de três milhões perderam seus empregos. Mas o serviço de telecomunicações foi considerado essencial durante a pandemia do covid-19 e os trabalhadores do setor continuaram a desenvolver suas atividades de instalação e manutenção, inclusive expostos ao risco de contaminação e morte pelo coronavírus e sem direito à prioridade na vacinação. Cada pessoa que ligou um computador ou usou seu celular para acessar a internet somente puderam fazer isso em razão do esforço e dedicação dos trabalhadores do setor, que não deixaram os serviços sofrerem qualquer interrupção.

E se a crise econômica e sanitária prejudicou os negócios e afetou as empresas, as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores são ainda muito maiores. A inflação já vai beirando os dez por cento, o que significa que mil reais ano passado valem hoje pouco mais de novecentos, isso considerando apenas a inflação divulgada oficialmente. Na realidade, quando o trabalhador vai no mercado ele volta para casa carregando nas sacolas uma quantidade de itens bem menor do que podia comprar há um ano atrás. A inflação destrói valor, corrói os salários, reduz o poder de compra. Qualquer proposta que não permita, ao menos, a reposição das perdas com a inflação é inaceitável.

Uma nova reunião ficou agendada para ocorrer no próximo dia 10 de agosto.

Os empregadores do setor, empresas provedoras de acesso à internet, poderão acompanhar e participar das negociações juntamente com o sindicato patronal, bastando entrar em contato com o Sinstal/Feninfra através do e-mail negociacoes@feninfra.org.br

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