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basta.de.exploracaoNegociação da CCT 2016/2017 das prestadoras segue sem solução favorável aos trabalhadores

Reunidos no último dia 20 de maio na Sede da Fenattel, a Comissão Nacional das Prestadoras da Fenattel e o Sinstal (Sindicato Patronal) discutiram cláusulas para a Convenção Coletiva de Trabalho Nacional 2016/2017 das prestadoras.

Após três encontros com o objetivo de negociar os melhores valores, a reunião acabou sem acordo entre a Comissão e o Sinstal. As empresas ofereceram valores abaixo do INPC e os Sindicalistas rapidamente rejeitaram e continuarão repudiando propostas menores que o reajuste da inflação. Novas reuniões foram marcadas para os dias 13, 14, 15 e 16 de junho.

A proposta dita como última na reunião pela bancada patronal oferecia: reajuste de 10%, sendo pago 5% a partir de Abril/2016 e os outros 5% a partir de Dezembro/2016, ambos sobre os valores praticados em 31/03/2016.

O valor retroativo referente ao mês de Abril/2016 seria pago em 3 parcelas, nos meses de junho, julho e agosto deste ano. O vale refeição teria reajuste de 10% a partir deste mês de junho, sobre os valores praticados em 31/03/2016.

Estas e outras propostas para os benefícios não agradaram a Comissão, e foram rejeitadas por não atender às necessidades dos trabalhadores. A Comissão relembrou, inclusive, de pendências existentes nas demais empresas abrangidas pelo Sinstal. Além disso, exigiram que a bancada patronal formalize os aditivos devidamente atualizados juntamente com os acordos de PPR de 2015/2016.

A comissão reiterou que neste CCT sejam inseridas garantias de benefícios e direitos praticadas pela antecessora, quando da substituição de empresas para que não haja retirada de direitos. O que se espera é que nas próximas reuniões o impasse seja resolvido.

ARM (Norte e Nordeste)

A reunião dos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Roraima com as prestadoras ocorreu nos últimos dias 24 e 25 de maio.

A ARM e o Sinstal (o Sindicato Patronal) defenderam um modelo de Convenção que teria em seu conteúdo, inicialmente, somente as cláusulas básicas, com os menores valores praticados, acrescentando aditivos para as especificidades de cada estado. Afirmaram, ainda, que no momento de renovação da Convenção, seria celebrado um novo instrumento coletivo, onde haveria a padronização com cláusulas contemplando as demais prestadoras de serviços de rede.

A bancada sindical imediatamente repudiou um novo formato de Convenção e reafirmaram que iriam negociar o que já havia sido combinado em outras reuniões. Os Sindicatos apontaram suas dúvidas acerca da data base, equalização dos acordos e garantia de melhores valores nos benefícios.

Deste modo, seguiram com a negociação para equalização das cláusulas dos acordos existentes, deixando para um momento posterior a celebração da Convenção Regional. Eles continuaram com as discussões sobre algumas cláusulas dos acordos existentes e, ao final, agendaram nova rodada de negociação para os dias 6, 7 e 8 de junho.

TELEMONT (Centro Oeste)

Aconteceu nos dias 31 de maio e 1 de junho, na cidade de Goiânia, a reunião para tratar dos reajustes salariais e benefícios dos trabalhadores da Telemont nos Estados de Rondônia, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins.

A Comissão de Negociação das Prestadoras da FENATTEL, juntamente com os representantes do Sinstal e da Telemont, debateram uma proposta às reivindicações dos trabalhadores.

No início da reunião, a Comissão informou ser importante equalizar as redações e valores praticados e constantes nos Acordos Coletivos dos estados, e aproveitou para informar que há uma grande insatisfação da categoria pela demora da empresa em negociar as cláusulas da Pauta de Negociações aprovadas em assembleias.

Além das questões salariais, é preciso tratar das condições de trabalho como: a falta de uniformes, EPI’S, instalações sanitárias e segurança (este último afeta diretamente os trabalhadores que prestam serviços em locais periféricos e no interior dos estados).

Os representantes da empresa apenas informaram que era preciso criar uma agenda para as negociações e, mais uma vez, expuseram uma série de dificuldades por conta da crise. Só esqueceram de falar que as empresas do setor de Telecom continuam a lucrar muito e desfrutam de boa saúde financeira.

Após seguidas discussões, a bancada patronal propôs reajuste abaixo da inflação do período, ignorando a Pauta de Reivindicações. Ofereceram 6% de reajuste para os salários e pisos, dividido em duas parcelas, sendo 3% em maio de 2016 e 3% em janeiro de 2017. O mesmo percentual para os demais benefícios e vale alimentação, sendo 3% em junho de 2016 e 3% em janeiro de 2017.

A Comissão rejeitou imediatamente a proposta e lamentou o descaso da Telemont com seus trabalhadores. Na sequência, a empresa informou que gostaria de negociar a unificação das redações, para depois partir para as propostas financeiras. Eles tentaram, mais uma vez, nivelar as cláusulas por baixo, modificando redação.

Estas mudanças fariam com que os trabalhadores perdessem conquistas de anos. Os diretores dos Sindicatos rechaçaram as intenções da empresa e apresentaram a redação que entenderam contemplar a todos.

Uma nova rodada está agendada para os dias 20 e 21 de junho para finalizar a equalização da redação e tratar do reajuste salarial e dos benefícios.

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