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Na semana passada, sul-coreanos e norte-americanos lançaram comercialmente a nova tecnologia de quinta geração, 5G. É um momento histórico, que trará impactos tecnológicos, sociais e econômicos nunca vistos, para o bem e para o mal. Como assim?

Em 1999 foi criado um termo: Internet das Coisas. Grosso modo, é uma rede de objetos físicos se conectando com a internet. Um novo mundo. Uma mudança radical.

O 5G deixará a Internet das Coisas mais eficiente e eficaz. Para termos uma ideia, o chamado 4G avançado pode chegar a uma velocidade de 1 Gbps (giga bits por segundo) e uma latência/atraso (quanto tempo leva um pacote de dados para ir de um ponto para outro) de 10 milissegundos.

Com o 5G a velocidade poderá chegar a fantásticos 20 Gbps. Uma transferência de dados será feita com um atraso de 1 milissegundo – 400 vezes mais rápido que uma piscadela. Essa latência mínima permitirá que carros sejam guiados a distância; que cirurgias possam ser executadas a distância com uma precisão nunca vista. Haverá impactos na educação, na segurança, na saúde etc.

Parece feitiçaria ou futurismo. Mas não é. Na década de 1960 havia uma série na TV chamada Star Trek – Jornada nas Estrelas. Nela, o capitão Kirk usava um intercomunicador para se comunicar com o restante da tripulação. O que era ficção científica virou realidade em 1973, quando ocorreu a primeira ligação por meio de um telefone móvel. Detalhe: Martin Cooper, inventor do celular, afirmou que sua criação teve como referência a série. Dá para imaginar hoje o mundo do entretenimento, do trabalho, sem o celular?

Mas se isto tudo parece sensacional, há outros aspectos que devem ser analisados:

1) Já há uma guerra entre China e EUA para saber quem vai controlar esse novo mundo.

2) Com o 5G será necessária a instalação de antenas a cada 76 metros para garantir a conectividade. Isso aumentará, e muito, a exposição de pessoas, animais e plantas a campos de radiofrequência.

3) Várias universidades no mundo afirmam que os atuais padrões de saúde relacionados a este tema estão obsoletos. Protegem a indústria e não a saúde.

4) Como ficará o mundo do trabalho? Qual o impacto no número de postos de trabalho? Quais serão o perfil e as capacidades demandadas para essa nova mão de obra?

5) Como o Brasil participará desse novo mundo?

Portanto, há um debate sério e complexo do qual devemos fazer parte. Não se trata de feitiçaria nem futurismo. Será a realidade na qual estaremos inseridos e precisamos escolher se de forma submissa ou proativa.

Por Instituto Telecom

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