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FALAR É FÁCIL, DIFÍCIL É SER TELEOPERADOR

Neste 4 de julho – Dia Nacional do Teleoperador – O SINTTEL convida a todos para uma breve reflexão sobre COMO É MESMO A VIDA DOS TELEOPERADORES? QUEM SÃO ELES?

Os teleoperadores são uma galera jovem, em sua maioria com idade entre 18 e 25 anos; é mulher e LGBTI+; é aluno de curso superior; é solteira; ainda mora com os pais e muitos são arrimo de família.

Sempre antenados e conectados ao celular, os teleoperadores são de bem com a vida. Como todo jovem, é naturalmente curioso e esperto, tipo “ligado no 220”. Ansioso por natureza, ele só quer estudar e crescer na vida (como dizem os mais antigos, “crescer e virar gente”).

Apesar de gostar do trabalho, o teleoperador não age por impulso e não se acomoda e, por isso mesmo, vai à luta e até pede as contas quando o “bicho pega” na empresa. O teleoperador é responsável, descolado, tipo “pega, mas não se apega”.

Detalhe: as estatísticas mostram que a maioria das demissões no setor de teleatendimento é a pedido do trabalhador, mesmo em tempos de desemprego no país.

Na batalha pela sobrevivência, diariamente, os teleoperadores enfrentam o aperto do “buzão” sem perder o bom humor e, “sem medo de ser feliz”, lá vão eles para o trabalho, para casa, para escola/faculdade ou para a balada.

E no trabalho? Ah! o trabalho… a começar pelos baixos salários, é uma resenha nem sempre boa de contar.

Os teleoperadores enfrentam uma jornada de trabalho sempre tensa e estafante, em busca de metas muitas vezes abusivas, sob a rígida e permanente supervisão da empresa. Trabalham 6 horas por dia e folgam uma vez por semana.

Inteligentes, com a disciplina de um robô, repetem fraseologias e scripts rígidos e, em pouco minutos, solucionam demandas e alcançam metas. Isso não é se virar nos trinta, é se virar nos cem!

Sem contar o assédio moral interno e externo que os teleoperadores sofrem, seja pelo despreparo de alguns prepostos ou pelo desrespeito dos clientes que xingam até a própria mãe deles. Aí, nessa hora, é admirável a resiliência deles que, mentalmente, se fazem de surdos e concluem da melhor maneira a chamada hostil e partem para o próximo atendimento, sem nenhum um intervalo para se recuperar da situação de estresse vivida.

Em média, os teleoperadores ficam de 2 a 3 anos no emprego, não por incapacidade profissional ou por que não curtem o que fazem, mas por que se esgota a capacidade mental e emocional para lidar com tanta pressão e situações adversas, cotidianamente. Ou seja, para não “pirar”, eles param.

O Sinttel entende que o trabalho de teleatendimento provoca adoecimento mental e psíquico, logo, deve ter a assistência médica, psicológica e social no ambiente de trabalho e deveria, inclusive, ser considerado atividade insalubre no Brasil.

Por esses e outros aspectos não é fácil a vida dos teleoperadores. É preciso ter coragem. Na opinião do Sinttel, é possível o trabalho de teleatendimento ser pensado considerando os limites físico e da alma do ser humano e não apenas a ganância de lucro das empresas.

Por fim, em homenagem aos teleoperadores no seu dia – 04 de julho –, vale lembrar a célebre frase de Charles Chaplin:

“NÃO SOIS MÁQUINA, HOMEM É QUE SOIS”

Como tal, o Sinttel convida-os a se filiarem e a acreditarem que somente a união da classe trabalhadora é capaz de mudar a sua própria realidade e tornar o mundo mais justo e igualitário para todos.

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