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O dia 24 de agosto de 1954 ficou marcado como um momento trágico na história do Brasil. Naquele dia, após uma forte campanha da mídia – com o jornal O Globo à frente, acusando-o de liderar o governo mais corrupto da história -, Getúlio Vargas deu um tiro no coração.

Já se vão 64 anos. E, no entanto, as mesmas divisões que ocorriam no Brasil de ontem se apresentarem nos dias atuais: entreguistas versus nacionalistas.

Os entreguistas estão aí defendendo o Estado mínimo, com pouca ou nenhuma intervenção na economia. Querem entregar a Petrobrás, a Embraer e todas as nossas riquezas ao capital privado. Não aceitam a participação popular nas decisões nacionais e defendem abertamente, ou de forma velada, um país com mais desigualdades sociais.

Os nacionalistas querem que o país retome o desenvolvimento sustentável, com a inclusão dos setores populares alijados do poder com o golpe de 2016. O Estado tem um papel fundamental como regulador da economia e como investidor em áreas estratégicas: petróleo, siderurgia, telecomunicações.

Em 1994 houve um tiro na Constituição quando, pela Emenda Constitucional nº 8, o governo FHC viabilizou a privatização das telecomunicações. Resultado: péssimos serviços, demissão, terceirização em massa , índices de qualidade baixíssimos. Agora querem aprofundar esse quadro com a aprovação do PLC 79/16.

O Instituto Telecom não dissocia o futuro das telecomunicações do futuro econômico, político e social do país. Caso um cenário conservador se apresente nas eleições de 7 de outubro, estarão colocadas as bases necessárias para acentuar o processo de entrega das riquezas nacionais, incluindo o pré-sal, a privatização, a destruição da previdência pública.

Como dissemos em 2016, o furo no pijama de Getúlio deve ser um símbolo para a luta de todos os democratas contra o golpe. Vamos eleger um presidente, governadores, deputados federais, senadores e deputados estaduais que estejam comprometidos com os interesses nacionais e populares.

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