Presidente da Oi deixa a companhia

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Na sexta 24 tomamos conhecimento da saída do presidente da Oi, Marco Schroeder. Ainda que a notícia não tenha sido uma completa surpresa, uma vez que a saída de Marco era uma possibilidade que integrava nossa análise de cenário já há algum tempo, não podemos deixar de considerar esse fato como extremamente prejudicial para o conjunto dos trabalhadores da Oi, diretos e indiretos.

Quando da renúncia do ex-presidente Bayard, um nome “da casa” nos parecia que teria melhores condições de tocar a empresa num cenário tão adverso. Schroeder assumiu e, logo em seguida, a empresa ingressou com um pedido de recuperação judicial. Desde então a empresa parou de afundar e o barco começou a ficar acima da linha d’água. A Oi voltou a ser uma empresa de telecom e não apenas de “business” como era pensada anteriormente. Melhorou a qualidade da prestação de serviços e a gestão de pessoal, entre outras coisas. Muito falta ser feito, claro. Afinal de contas, são muitos anos de má gestão de sócios-controladores que nunca pensaram em nada e ninguém, a não ser neles mesmos!

E agora?

A saída de Schroeder aparentemente se deu por um violento choque com o submundo do capitalismo, onde controladores subordinam a gestão de negócios estratégicos a sua própria estratégia de maximização de seus ganhos, qualquer que sejam as consequências para o negócio no médio e longo prazos. O que parece importar tão somente é o quanto se pode ganhar, aqui e agora. É uma lógica perversa e destrutiva, que parasita organizações e sugam toda a sua energia, jogando fora o bagaço – o que, neste caso, inclui milhares de trabalhadores e suas famílias.

O Diretor Jurídico, Eurico de Jesus Teles Neto, foi designado pela Diretoria para assumir interinamente a presidência da companhia, enquanto o Conselho de Administração não decide a contratação de um novo executivo. E tudo isso ocorre a poucos dias da realização da Assembleia Geral de Credores, convocada para o próximo dia 7 de dezembro – isso se não for adiada mais uma vez – para avaliar o plano de recuperação da empresa. E permanece ainda no ar a ameaça da Anatel de intervir na companhia no caso de alteração na composição da diretoria.

Consideramos, portanto, que foi positiva e necessária a competência de negociar de modo célere e satisfatório a renovação do acordo coletivo de trabalho. Acordo aprovado e assinado tem que ser cumprido!

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