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Encerradas as negociações com a TIM, restam ainda pendentes as discussões com a VIVO, CLARO e OI. Veja o que aconteceu com cada uma delas: 

VIVO

A maior operadora do Brasil, segundo a revista Exame, aposta no “quanto pior melhor”. No dia 26 de outubro passado, a VIVO retornou à mesa de negociação para apresentar uma proposta parecida com a da TIM, só que com valores bem inferiores e com a precarização de condições e direitos. Essa proposta vai totalmente contra a sua imagem e os excelentes resultados divulgados na grande mídia.

Veja a proposta recusada pelos sindicatos:

• Abono de 25% do salário nominal, exceto para executivos, aprendizes e estagiários.

• Correção dos salários nominais em 1,38% para agosto do próximo ano.

• Fim da cesta básica, incorporando aos salários apenas 50% do valor atual.

• VA/VR – ZERO de reajuste.

• Aluguel de veículos – ZERO de reajuste.

• Demais Benefícios – 1,38% a partir de janeiro de 2018.

• Banco de horas – ampliação do prazo de compensação para 180 dias

A proposta da maior operadora do Brasil é definitivamente uma vergonha das mais incompreensíveis. Reivindicamos que na próxima reunião a VIVO apresente uma proposta decente que possa, enfim, ser avaliada pelos trabalhadores.

=> Próxima reunião: 6 de novembro

CLARO

Em nova reunião de negociação realizada no dia 24 de outubro, a CLARO apresentou uma proposta que chocou a Comissão da FENATTEL: reajuste de 0,5% na data base (setembro); manutenção, sem reajuste, dos valores dos pisos e benefícios; extinção da cláusula de garantia de emprego após 30 dias de retorno das férias; alteração da complementação do auxílio doença, reduzindo o período de 150 para 60 dias; e alteração do banco de horas para incluir todas as horas extras realizadas. E não houve evolução na discussão do PPR/2017. 

A Comissão prontamente recusou as propostas absurdas da empresa, um verdadeiro combo de maldades, e reforçou a importância das cláusulas de reivindicações dos trabalhadores.

Após avaliar o que foi pontuado pela bancada sindical, a empresa mostrou uma segunda sugestão, alterando apenas um aspecto: de o reajuste salarial ser de 0,7%. A Comissão da FENATTEL mais uma vez negou a proposta e reiterou a necessidade de concluir o processo negocial com seriedade e respeito à pauta. 

Ao final da reunião, os representantes da CLARO declararam a possibilidade de reajustar os salários em 1%. A bancada sindical insistiu e apresentou contra proposta, com itens como: reajuste nos salários, pisos e benefícios equivalente ao INPC + 2% de aumento real; redução da elegibilidade para o PPR; retirar a meta gatilho condicionante para o PPR; e as demais cláusulas da pauta de reivindicações. 

A empresa se comprometeu a avaliar as propostas da Comissão e trazer melhores sugestões de reajuste para os trabalhadores, mas agendou a próxima reunião para quase um mês para frente. Protestamos e reivindicamos a antecipação da data. 

=> Próxima reunião: 22 de novembro

OI

Contrariando o interesse da empresa de somente dar início às negociações após a realização da assembleia de credores, no curso do processo de recuperação judicial, e após muita pressão da FENATTEL e dos Sindicatos, a Oi acabou se reunindo com os dirigentes sindicais para dar o pontapé inicial para a campanha salarial.

A exemplo da postura das demais operadoras, na sua primeira rodada de negociação, realizada na segunda-feira (23), a Oi reproduziu a mesma proposta vergonhosa apresentada por elas: 0% de reajuste para salários e benefícios.

Obviamente, a proposta foi prontamente rejeitada em mesa pela Comissão, que reafirmou que a Pauta de Reivindicações é bastante enxuta e, por isso, totalmente plausível de ser atendida pela empresa. A Pauta reflete a situação por que passam os trabalhadores, e é preciso reconhecer o esforço daqueles que, independente dos erros dos executivos e dos acionistas, vêm dando o melhor de si e, até hoje, não permitiram que a empresa fosse definitivamente para o buraco.

Entre os principais itens de nossa Pauta, destacamos: INPC (1,73%) + ganho real; Manutenção dos postos de trabalho; Antecipação da data base para 1º de setembro; Fim da coparticipação dos trabalhadores em 12% no valor do vale refeição; Garantia da creche como direito da criança e assim a sua concessão aos homens.

Para evitar que aconteça como anteriormente, quando a Oi enrolou e empurrou as negociações para o final do ano para pressionar os trabalhadores à aprovação da sua proposta, a Comissão de Negociação reforçou o desejo de fechar o Acordo Coletivo ainda em novembro. Uma nova rodada de negociação foi marcada e esperamos que a empresa apresente uma proposta decente.

=> Próxima reunião: 8 e 9 de novembro

Recuperação Judicial

A assembleia de credores, etapa necessária do processo de recuperação judicial, que estava marcada para ocorrer no dia 23 de outubro passado, foi novamente adiada, desta vez atendendo solicitação da Advocacia Geral da União. A assembleia está agora marcada para ocorrer no próximo dia 10 de novembro.

O Sinttel/RN participará da assembleia representando os integrantes da categoria titulares de ações trabalhistas contra a Oi, inscritos na Relação de Credores homologada no processo de recuperação judicial. A proposta da empresa para os credores da classe trabalhista é de pagamento em até 1 (um) ano, a contar da homologação da aprovação do plano, do valor incontroverso (aquele reconhecido pela empresa). O pagamento será integral, sem qualquer deságio e – muito importante – sem que seja dada plena quitação, o que significa que o processo continuará tramitando até sua conclusão final.

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