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Nesse momento, em que grande parte da população brasileira acompanha os jogos da Copa do Mundo, fica mais evidente a importância estratégica do setor de telecomunicações. Pois é essa infraestrutura que possibilita termos imagens e informações instantâneas de um lugar tão distante como a Rússia.

O poder das telecomunicações é tamanho que o Google está passando dois cabos submarinos pelo Brasil, interligando pontos estratégicos para continuar sua política de dominação e controle das redes, e do conteúdo que trafega sobre elas.

O poder das telecomunicações faz aparentes concorrentes esquecerem suas disputas. Vivo e Claro, juntas num consórcio, venceram um pregão para fornecer serviço de telefonia fixa e móvel para o governo Temer. Valor: R$ 68,2 milhões que podem ser prorrogados por mais cinco anos. O que no governo Dilma estava destinado a fortalecer a Telebras, empresa nacional, vai de mãos beijadas para empresários mexicanos e espanhóis.

Por isso é estratégico barrar, no Senado Federal, a aprovação do PLC 79/16. Se o projeto for aprovado, o poder dessas empresas aumentará de forma exponencial, impondo mais obstáculos à discussão e à implementação de qualquer política pública de telecomunicações. Sem o controle da banda larga ficam prejudicadas, por tabela, políticas públicas para saúde, educação, segurança.

A banda larga pode fazer com que nos vejamos campeões do mundo no futebol. Mas, ao mesmo tempo, poderá aumentar o abismo de desigualdades sociais. Ao assistir o próximo jogo, reflita. Podemos ganhar não apenas um campeonato, mas um país mais democrático e igualitário.

Por Instituto Telecom

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